Palavras Não Exatas


09/06/2004 10:21
"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."
enviada por Humberto






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Luis Humberto Vieira Leite
Fortaleza/CE - Brasil

Meu humor atual - i*Eu!




Se n�o entendes o que digo
se n�o aceitas o que falo
E Pensa que na hora da verdade
eu consinto e calo:

Engana-te
ao tentar me enganar
minhas palavras n�o s�o falsas
S�o apenas desalinhadas

Na verborragia e na vergonha
Letras e sangue
e na entrelinha estranha
"Aceita-me", eu falo

"Compreenda-me" eu digo,
e te imploro por casa
Eu sou sincero e sou direto
Entre Palavras N�o Exatas