Palavras Não Exatas


22/06/2004 09:53
Tenho histórias da noite de ontem. Sim, muitas. Mas não deixei de lembrar do que aconteceu há um ano.

Algumas coisas se fizeram mentiras; outras, se fizeram verdades. Algumas, não são mais, outras mudaram completamente.

Enfim, o tempo passou.
Mas eu não esqueço.

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Nem sei ao certo por onde começar esse imenso post. Imenso porque a vida tem sido, sobretudo, imensa. De tudo. Estou cansado. Cheiros e lembranças. Eu sorri muito. Eu vomitei. Eu passei muito bem. E muitos não precisaram serem espertos para notarem lágrimas nos meus olhos.
Por isso muitas linhas, porque não me resta uma frase, uma música, um ditado ou qualquer outro recurso além do desabafo.

Começo pela rodoviária de Caucaia. Sono, sono, sono. Eu queria chegar lá. Eu precisava. Ir em busca dos meus desejos e planos. Talvez sonhos. E esse talvez é o que me toma conta agora, não sei se triste, não sei se alegre, não sei se em mim. Eu precisava ir. Era persistência. Na noite anterior, havia falado que a gente faz de tudo para ver quem queremos estar ao lado. E o Militão respondeu dizendo que eu deveria dar um imenso beijo nela. Só. Só com (pouco) dinheiro e o telefone. Sem nem endereço. Mas, certamente, repleto. De confiança. A certeza de que estava fazendo a coisa certa (o Simples fato de se ver, bem melhor que qualquer telefonema com justificativas). Aquele ônibus era incerto. Já tinha errado o primeiro, felizmente acertei no segundo.

Voltemos
Terça, adoeço e percebo que não poderia ir para a viagem Quarta-Domingo com o povo, só sendo possível participar da festa no Sábado.
Quarta, mesmo sabendo que não seria mais uma despedida, aproveitamos maravilhosamente o o pequeno tempo juntos... percebo que não poderia deixar de lado um dia juntos.
Sábado. Duas festas a ir. Aniversário da Clarisse, no Icaraí. Aniversário do Luis, no sítio no Márlio em Maranguape. Dúvida. De um lado, amigos que estava sentindo falta, muita falta. De outro, minha namorada e seus amigos, que é um prazer em vê-los. No meio, eu e o Gabriel. Fui para maranguape primeiro. Tomei um banho gelado e 3:00 fui ter 1:30 de sono ruim dentro do carro. Era hora de dizer tchau, ver se o Gabriel tava sóbrio e partir para a parte II. O sono de uma semana mal dormida e o cansaço de uma festa maravilhosa em que dancei até quadrilha pareciam ser obstáculos. E eu assim o encarava. "Olha, fiz isso pra poder te ver hoje de manhãzinha". Iríamos chegar lá umas 6 da manhã, acordando o povo e fazendo barulho. Iríamos. O rally que é o caminho para o sítio deixou marcas (nunca mais vou dirigindo pra lá!). Liguei o carro. "Peraí, não tinha quase meio-tanque?! Porque tá acusando só um pouco acima de 1/4?" Uma ré e... lá está a poça de gasolina.

Os planos perfeitos de uma surpresa matutina por água abaixo. Troquei o Gabriel pela Amanda (ela certamente me ajudaria mais em um problema que o Gabriel bebado). Para casa, correndo, rápido! Olho no ponteiro. Ai vem a parte engraçada: ELE NÃO DESCIA!!!! E eu que pensava que iria pedir guincho no meio da CE-054... Cheguei em casa, procurei e foi fácil: minha rota para o estacionamento tinha ficado marcada. Em movimento, não pingava. Subo, meu pai (ele saber fazer tudo com carro). "isso acontece com qualquer carro, era só ter tomado cuidado". Maravilhoso. Não é nervoso. Levantou, foi brincar com o Luan, mostrar pra minha mãe o sorriso do netinho e só aí descer. "Preciso ir contigo?" Não, ele recusou ajuda. E eu não tive sono pra dormir. Fiquei inquieto. Fui andando pra oficina pra ao menos ver se o estrago tinha sido feio. Ele me acha no meio do caminho. Descobriu uma maneira que não vaza (O carro ainda tá lá embaixo todo marmotoso, pra não vazar nada até amanhã). Eu, triste. Mais um domingo em que acordaria tarde, entraria na net e depois ligaria para explicar o ocorrido.
-Vai pro Icaraí mais não?
-Vou não... fiquei meio triste com isso.
-Vai rapaz, vai ser bom pra vocÊ! o Icaraí é aqui pertinho...


Meu pai talvez não seja o melhor pai do mundo. Mas é melhor do que eu mereço. Eu esperando ele brigar comigo (mesmo nunca tendo feito isso antes), fez foi me acalmar e me estimular a continuar fazendo o que seria bom pra mim! Ligo pro Mazela, vamos de ônibus. Ligo pro Mazela, ele não atende, dormiu. Vou só. Sem o Gabriel pra dizer onde é casa ou me aprensentar ao pessoal. Mas vou. Gecíola, qual o ônibus? Caucaia.
Pelo menos conheci a cidade. E fui parar na tal rodoviária. Era só ter ficado em casa dormindo e alegar o tanque furado (rapaz, seria a ultima desculpa que eu inventaria). Era fácil colocar um ponto final. Mas insisti em colocar mais outros dois.
Famigerados três pontinhos...

Não era tão difícil achar a casa. Não foi tão dificil conhecer o pessoal. Na verdade, já conhecia alguns. Gente de primeira qualidade. Tinha até um modelo ítalo-japonês que eu jurava que já andava pelos terrenos de bixos da comunicação.... huM :)
E ela.
De tantas falas na noite anterior, de tantos planos e desejos, com ou sem trilha de gasolina, com ou sem certeza se iria chegar.

E foi bom, com exceção do almoço (única coisa que entrou na minha boca depois do amanhecer, além de 2 copos de leite) que não "desceu". Não desceu MESMO! Da mesa, para o vaso sanitário (pra vomitar). Chegou a ser Incrível.
Foi bom, muito bom.

Alguém seria tão inconsequênte ao ponto de ser capaz de imaginar um desfecho diferente?
Eu aqui caindo de sono em frente ao bloco de notas, nessa casa escura sem ninguém mais.
(pensando onde pôr três pontinhos)

Liguei para o Davi. 10 minutos intercontinentais, pra não esquecer mais.
Eu preciso dormir.
enviada por Humberto






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Luis Humberto Vieira Leite
Fortaleza/CE - Brasil

Meu humor atual - i*Eu!




Se n�o entendes o que digo
se n�o aceitas o que falo
E Pensa que na hora da verdade
eu consinto e calo:

Engana-te
ao tentar me enganar
minhas palavras n�o s�o falsas
S�o apenas desalinhadas

Na verborragia e na vergonha
Letras e sangue
e na entrelinha estranha
"Aceita-me", eu falo

"Compreenda-me" eu digo,
e te imploro por casa
Eu sou sincero e sou direto
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